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Educação: A Voz da Especialista

A Constituição brasileira determina que a União deve dedicar 18% de tudo o que é arrecadado para a educação; enquanto Estados e Municípios devem entrar cada um com 25% de seu orçamento. Com isso, os recursos totais previstos para a educação representam 4,5% do Produto Interno Bruto. Esses números não são desprezíveis. Segundo Priscila Cruz, diretora-executiva da ONG Todos Pela Educação, o grande problema não é o total de recursos, e sim como eles são investidos per capita. A média de US$ 860 anuais por aluno na educação básica é considerada baixa para os padrões internacionais, enquanto, ao mesmo tempo, investe-se muito mais no aluno de curso superior, que em geral já teve boa educação nos ensinos básico e médio - muitas vezes por terem mais recursos financeiros. Isso, segundo Priscila, representa uma total inversão de valores, que ajuda a ampliar a desigualdade no país. Então, o que precisa ser feito para consertar o sistema educacional brasileiro? Segundo Priscila, depois de uma fase em que se difundiram no país os exames de avaliação, os diagnósticos do problema existem. O grande nó é justamente saber o que fazer para consertar a situação.

Na parte 2 da entrevista, Priscila diz que “não há fórmula mágica." A educação é um problema complexo. É preciso entender a realidade específica de cada município e escola e, só então, propor soluções.. Um dos fatores decisivos nessa equação é a escolha do diretor de cada escola.

Parte 2 da entrevista
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Em parte 3, Priscila diz que o mal-estar dos professores em relação à crescente cobrança de desempenho que vêm recebendo não é generalizado. As reclamações, segundo ela, vêm de um grupo minoritário de professores. A maioria vê nas mudanças em curso uma maneira de se valorizar profissionalmente.

Parte 3 da entrevista Assista no Canal SiteVoz do YouTube e faça seus comentários.

 

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