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A violência no Brasil: três vozes importantes

O Voz abre espaço esta semana para o tema violência. Denis Mizne, diretor-executivo do Instituto Sou da Paz, Eduardo Manoel de Brito, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP, e João Miranda Neto, presidente da Unas (União de Núcleos, Associações e Sociedades de Moradores de Heliópolis) dão sua visão sobre o tema. Em comum, os seguintes pontos: polícia violenta não resolve a violência; a certeza de punição é o maior inibidor do crime e não o tamanho da pena; a legislação é tão louca que quem pode pagar bons advogados encontra sempre brechas para não ir preso e isso gera desigualdade e revolta; a presença do Estado nas comunidades mais pobres é um grande detentor da violência.

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Comentários em destaque

Anderson Rodrigues | São Paulo | June 2, 2008, 11:58am | #

Primeiro, parabenizar os autores do espaço pela iniciativa; como graduando de economia, fico satisfeito com um espaço que, entre outras coisas, leva a economia ao público com discussões relevantes. Os dois temas estão ligados ao ambiente em que vivo: carga tributária: como morador do Jd. Ângela, percebo o quanto é pornográfico retirar uma carga tão alta de impostos de uma população pobre e não retornar com serviços públicos de qualidade para o que se contribue. Policiamento comunitário: aqui a polícia comunitária é realidade. Os números da violência caíram; muitas são as causas levantadas, e o policiamento comunitário aliado ao surgimento de ONGs são os dois principais motivos apontados.

Lucia Fontes | Salvador | June 4, 2008, 3:29pm | #

Eu acredito que o que as pessoas estão cansadas de assistir é à impunidade, crimes são cometidos e muitos dos criminosos não cumprem a pena, ou porque o sistema carcerário está falido ou porque esse criminoso possui mecanismos do próprio código penal que facilitam o relaxamento da sua prisão.
Por outro lado tb, o sistema carcerário brasileiro não corrige, não existe nenhum programa de recuperação do criminoso, eles não trabalham, não fazem nenhum tipo de terapia, não usam o tempo ocioso em nenhuma atividade edificante para o próprio Estado. O tempo é gasto com mais criminalidade através das facilidades no acesso a sistema de comunicação, privilégios, corrupção, etc, etc....Enfim, acho que por essas e muitas outras coisas o brasileiro não acredita na justiça....