Quarta-feira 9 de julho de 2008
“O brasileiro sente vergonha e inveja da riqueza alheia. Ninguém o convenceu de que gerar riqueza é meritório.”, diz economista
O Brasil deveria permitir um aumento da participação privada na economia do país. A razão: é precisamente o “corporate Brazil'' o responsável pelo crescimento do produto, a diminuição da brecha entre regiões e a corresponsabilidade entre fatos e ações sociais, que levam à melhora das condições de vida.
Meu argumento não tem como objetivo falar que o governo e os políticos roubam tudo, e que seria melhor tirar-lhes da administração dos recursos para evitar a roubalheira. Acho esse argumento pobre e moralista ... Considero que o problema se discutiu sempre no Brasil desde essa ótica obtusa e errada.
Creio que o povo brasileiro, desde os tempos de Getúlio, recusou-se a permitir uma expansão mais rápida da economia privada, em parte pelo apelo dos políticos, mas também porque é um povo que sente vergonha e inveja da riqueza alheia. O problema é cultural – ninguém, ainda, depois de sessenta ou setenta anos, conseguiu convencer o povo de que gerar riqueza é meritório, necessário e um caminho a seguir.
Do outro lado, os estamentos políticos (partidos, governantes, parlamentares e líderes regionais) se aproveitam disso para obter recursos e direcioná-los para as suas próprias bases eleitorais. O empresariado também é culpavel: é dependente do crédito estatal e tem excessivo poder de lobby, desregulado e pouco visível.
Por que, então é importante o papel do setor privado? Além das razões típicas que a economia moderna mostra, há várias: primeiro, um sistema no qual a meritocracia consegue vencer as indicações e o tráfego de influêcias. Segundo, a possibilidade de estabelecer o lucro como uma categoria válida de intercâmbio e mobilidade social. Terceiro, a integração e a inclusão (porque o setor privado não poupa esforcos para se expandir e para isso ele canaliza os recursos necessários para educar, inovar e atrair novo conhecimento.
No caso brasuileiro, isso não é possível porque o Estado tem a pretensão constitutional de mexer com tudo. As regulações são excessivas, o policiamento excessivo, o abuso da substração de rendas por parte das autoridades torna-se, tambem, excessivo.
O que o Brasil de hoje comemora como o nascimento de uma nação forte e infuente no mundo não é mais do que os passos dados pelo governo FHC em matéra de apoio à iniciativa privada. Tudo o que o governo Lula está fazendo agora (criação do Polo Químico do Sudeste, apoio à fusão Telemar-BrT, as ingerências políticas na Petrobras, os excessivos tributos) vai virar contra o Brasil em algum momento.
Em resumidas contas: é bom deixar mais espaço para o setor privado na economia porque é uma prova de confiança nos indivíduos do país, porque a prova de que uma nação é livre é dar a seus cidadãos a renda do país, que eles possam decidir, criar e lutar por um norte. O Estado nunca será capaz de entender e pensar por uma nação. O Estado não nasceu para ser banqueiro, mas para velar pelos interesses de todos. O Estado não nasceu para ser grupo industrial, mas para garantir que as condições estejam dadas para criar empregos e manter o poder aquisitivo de uma moeda estável, ou cada vez mais forte.













Ariston | Goiânia | August 12, 2008, 11:35am | #
Discordo do economista que diz que o brasileiro
tem vergonha e inveja da ri
queza alheia
Inveja não, tanto é que o brasileiro
vive e convive aplaudindo a pior espécie de governantes, vergonha sim, por que quase a totalidade da riqueza individual brasileira é produto oriundo dos dos cofres públicos, dinheiro dos nossos impostos pagos com muita dificuldade. Estaria esse economista defendendo a riqueza alheia? Arfiston